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Hanna Levy-Deinhard
Episódio 2: 23’12’’

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Vinheta de abertura

Kristina Michahelles: 

Olá, está começando mais um episódio da série de podcasts Canto dos Exilados, agora em sua segunda temporada. Eu sou Kristina Michahelles, jornalista, tradutora literária e diretora do museu Casa Stefan Zweig.

 

Leonardo Dourado:

E eu sou Leonardo Dourado, também jornalista, produtor e diretor de audiovisual. Esse podcast apresenta as histórias de quem fugiu da Segunda Guerra Mundial e encontrou abrigo no Brasil, deixando aqui um vasto legado à nossa cultura, às artes e às ciências.

 

Kristina Michahelles:

Inspirada na obra de Alberto Dines, biógrafo do escritor austríaco Stefan Zweig, a série Canto dos Exilados pesquisa e preserva a memória daqueles refugiados. O museu Casa Stefan Zweig de Petrópolis apoia essa iniciativa.

 

Leonardo Dourado:

Esta segunda temporada do podcast Canto dos Exilados tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, lei do ISS.

 

Passagem

 

Kristina Michahelles: 

A experiência do exílio é um exercício de múltiplos abandonos. Imagine uma mulher em 1937, uma intelectual estrangeira, perseguida, historiadora da arte falando cinco línguas que, para sobreviver, precisou dar aulas de tango. Foi o que aconteceu com a alemã Hanna Levy-Deinhardt. Os 10 anos que ela passou no Brasil não foram fáceis.

 

Leonardo Dourado: 

Quando Hanna Levy aportou no Rio de Janeiro, a única pessoa que esperava por ela era o violoncelista Fritz Deinhardt. Os dois tinham vivido por um tempo em Paris, e quando perceberam que era preciso deixar a Europa, a primeira tentativa foi ir para os Estados Unidos. O Brasil foi a segunda opção.

 

Kristina Michahelles: 

O músico fazia parte de um quarteto de cordas que se desfez logo após a chegada ao Brasil. Fritz não encontrou mais trabalho. Hanna tinha facilidade para línguas, mas teve que aprender português rapidamente.

 

Leonardo Dourado: 

Os Levi eram uma próspera família judia de Osnabrück, norte da Alemanha.

Léo Levi era dono de uma confecção até 1934. Nas perseguições iniciais a judeus, uma prática corriqueira era a venda compulsória a arianos. Assim, ele foi coagido a passar o controle do negócio para dois alemães.

 

Kristina Michahelles:

Hanna se beneficiou do fato de sua mãe ter sido uma das poucas mulheres com ensino médio completo na Alemanha antes da Primeira Guerra Mundial. Zila cultivou em Hanna e em Siegfried, o irmão mais velho, o gosto pela música, arquitetura e pintura. Costumava ler para as crianças as biografias dos pintores e mostrar seus principais quadros.

 

Leonardo Dourado:

Hanna frequentou o Liceu para moças, de onde saiu com fama de melhor aluna da turma. Mas já em 1929, antes da ascensão de Hitler, sofreu uma campanha de difamação antissemita publicada no jornal fascista local de Osnabrück. Três anos depois, se matriculou em História da Arte na Universidade de Munique e se transferiu para a Sorbonne, em Paris.


Kristina Michahelles: 

Pouco antes do começo da guerra, os pais de Hanna conseguiram sair da Alemanha e foram morar em Petrópolis, estado do Rio. Já antes do final de 1937, Hanna Levy-Deinhardt foi contratada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para dar aula de História da Arte aos funcionários. A partir daí, já começou a deixar sua marca como educadora no Brasil. Mas para falar mais sobre a carreira de Hanna, está aqui conosco no estúdio, Adriana Nakamuta. Adriana também é historiadora da arte, professora, pós-doutora, foi coordenadora de pesquisa do IPHAN e é uma autoridade em Hanna Levy.

 

Leonardo Dourado: 

Adriana, seja bem-vinda.

 

Adriana Nakamuta: 

Obrigada pelo convite, Leonardo e Kristina, é um prazer falar sobre a Hanna Levy.

 

Leonardo Dourado: 

Então, a primeira coisa que salta aos olhos na trajetória da Hanna Levy é a importância do ambiente familiar. Parece algo singelo, a mãe lendo biografias dos pintores para os filhos, mas é interessante como isso ajuda a despertar um talento e surge uma grande cientista. Eu gostaria que você situasse a importância da Hanna Levy no contexto da arte em nosso país, passando brevemente por suas atividades no Brasil naqueles 10 anos entre 1937 e 1947.

 

Adriana Nakamuta: 

Bom, com certeza esse ambiente familiar foi fundamental, o gosto pelas artes e também esse lugar de aprender a ensinar, porque foi esse o principal ofício dela no Brasil. Por mais que a gente coloque ela como uma importante cientista, pesquisadora, todo o seu legado está muito marcado pelo papel de professora de história da arte. Não só professora dos técnicos do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional durante quase três anos, ministrando um curso intenso de história da arte, que tem como base a tradução de um livro do Lionello Venturi, que era a principal obra de referência nesse período que estava se estudando, que se chama História e Crítica da Arte, mas também dando aula para cursos noturnos, aulas ministradas pela Casa do Estudante.

 

Então entre 1937 e 1947 são 10 anos cujo ofício de professora ficou muito marcado, seja dando aula para os técnicos do SPHAN, que hoje é o IPHAN, conhecido como Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, um curso de história da arte para formar esse público local, sejam os cursos noturnos organizados pela Casa do Estudante do Brasil

e um curso super importante também de história da arte na Fundação Getúlio Vargas. Na Fundação Getúlio Vargas, ele tinha um olhar específico que era para formação de artistas. Então para o grupo do patrimônio era um curso de história da arte para esse olhar para a preservação, para o curso noturno da Casa do Estudante do Brasil são cursos voltados para o público em geral, principalmente estudantes, e para o público da Fundação Getúlio Vargas, o curso específico para formação de artista. Então veja que na base de todos esses cursos está a História e Crítica da Arte.


Kristina Michahelles: 

Adriana, tudo o  que você falou agora confirma o que a Irene Below, biógrafa da Hanna Levy, diz que ela foi “cofundadora da preservação do patrimônio público". Explique isso um pouquinho e como é que ela se tornou essa autoridade no barroco brasileiro?

 

Adriana Nakamuta: 

Ótimo. A Irene tem muita razão nesse sentido de colocá-la nessas aspas de cofundadora na perspectiva quando a gente olha ela como uma historiadora internacional. Quando a gente olha para o Brasi,l é importante lembrar que tem um grupo muito forte coordenando o início das atividades de um órgão ligado ao Ministério da Educação e Cultura, e esse ministério, enfim, liderado por homens como Rodrigo Melo Franco de Andrade, Lúcio Costa, Mário de Andrade. Então essa camada é uma camada importante para a gente lembrar que ela é uma das poucas mulheres que faz parte desse grupo fundador do SPHAN. Então ela está nos primeiros anos, só mais tarde a gente vai ter presença de mulheres como museólogas, historiadoras da arte também, mas ela está nesse grupo fundador das atividades do órgão.


Leonardo Dourado:

Aliás, Adriana, tudo isso que você falou me leva a uma curiosidade aqui, a pensar uma questão que pode ser pequena, mas é interessante: ela fez tudo isso, todas essas funções, com o português que aprendeu aqui em um ano, em 1937? É possível isso?


Adriana Nakamuta: 

Isso é uma curiosidade que permeia acho que quase todas as minhas falas, né, em congressos, ou mesmo nos textos. Eu gosto de deixar isso bem claro. Ela aprendeu, me parece, que rapidamente, não por acaso ela fez a tradução desse livro do Lionello Venturi, para apostilas em português, e os relatos que têm, nos documentos que nós temos no IPHAN, em cartas trocadas entre o Rodrigo, entre o Mário, enfim, elencam exatamente isso, a capacidade dela aprender a língua com muita rapidez, o que tornou importante para o ofício de professora, e a língua é comunicação, e a comunicação foi fundamental nesse sentido. Isso fez com que ela conseguisse não só esse espaço como professora de história da arte no SPHAN, mas como todos os outros espaços. Então, ela aprendeu rapidamente o português, me parece que realmente, dentro do primeiro ano, isso já foi possível atuar como professora a partir aí de 1938, né, final de 37, isso já tá claro que ela já conhece bem o português. 

 

Kristina Michahelles:

Queria voltar um pouquinho para essa relação dela um pouco conturbada, essa relação profissional conturbada com o Rodrigo Melo Franco de Andrade, que foi chefe da Hanna Levy no serviço do patrimônio. Antes de contratá-la, ele chegou até a enviar um bilhete para Portinari, pedindo que a recebesse, porque ela queria escrever sobre ele. Depois, como vimos, o Rodrigo contratou Hanna para dar aulas aos funcionários, como você contou. Mas, a certa altura, achou que ela escrevia muitos artigos teóricos em vez de fazer o inventário das obras do barroco brasileiro espalhados pelo país, que seria a sua função principal. Como terminou isso tudo? 

 

Adriana Nakamuta: 

Bom, ela não fez o inventário, até onde a gente sabe, essa é a resposta, até onde foi possível localizar em termos de documentação e eu fiz uma pesquisa bastante extensa, seja no doutorado, no pós-doutorado. Esse anúncio do inventário, eu só consegui identificar na troca de correspondência. Aliás, a troca de correspondência é muito importante para essa visão da Hanna Levy no órgão, porque se não fosse essa troca de correspondência, nós só teríamos a informação da tradução do Lionello Venturi para o curso para os funcionários e os artigos que ela deixou escritos entre 1940 e 47, que são cinco artigos publicados na Revista do Patrimônio, que é uma revista de super-referência e só dela já estar ali presente, já tem um espaço super importante, mas o que o Rodrigo faz, ele até troca uma carta quase que puxando a orelha dela, é dizendo que aqueles textos eram muito teóricos e que para a função que ela deveria exercer não estava atendendo. Qual era essa função? Alguém que pudesse dizer isso tem valor e isso não tem valor. Por quê? Porque a principal função do órgão era reconhecer os bens, cujo valor artístico e histórico eram importantes para fins de tombamento, ou seja, garantir por meio de um instrumento jurídico, que é o tombamento, que aquele bem passe a ser preservado para as futuras gerações, seja principalmente materialmente. 

 

Então ela não fez esse trabalho, que é um trabalho de identificação, porque o inventário tem essa função, eu vou identificar, essa igreja tem valor histórico, essa igreja tem valor artístico, então para isso deve-se tombar. Que era um papel muito feito pelo Mário de Andrade, pelo Lúcio Costa, eles escrevem e trocam correspondências com o Rodrigo o tempo todo, “eu viajei, eu visitei, eu conheci essa igreja, eu vi esse acervo, tem valor, devemos tombar, devemos preservar”. E o que ela fez foi uma construção teórica muito importante, talvez só mais tarde a gente tenha entendido, e aí num esforço que é um esforço que o Brasil se situa importante, que é o esforço da historiografia da arte brasileira, que é reconhecer que todo o arcabouço teórico que ela construiu, ele sobrevive até hoje nos cursos de graduação, seja de história da arte, seja de artes. Ela é a principal referência quando a gente está estudando pintura colonial, quando a gente está estudando barroco, e quando a gente está estudando o entendimento que o valor artístico não é algo dado, é algo construído, então eu preciso atribuir valor ao bem, e essa construção é uma construção de base teórica, então ela constrói as bases teóricas para justificar que o bem cultural precisa, o indivíduo reconhecer valor nele. 

 

Leonardo Dourado:

Isso faz parte do legado, porque o que era feito de uma maneira pontual pelos artistas, de repente vem uma especialista de fora que tem toda uma bagagem intelectual diferente para fazer um trabalho profissional, acho que a gente tem até que dar o crédito ao que foi feito na época inteira.

Adriana Nakamuta: 

Exato, e ela era uma especialista em pintura, então quando a gente está pensando em pintura, o que ela encontrou aqui, as pinturas, a maioria das pinturas que a gente tinha pouco retrato, fazia parte dos acervos das igrejas, então a pintura dos benfeitores, a pintura de algumas personalidades, as pessoas não se retratavam, era caro retratar, não tínhamos muitos pintores, então todo o acervo artístico que a gente tem do colonial está dentro das igrejas, seja nos retábulos, nas pinturas de forro, enfim, ou nas pinturas, o pouco que a gente tem de pintura de retrato.

Leonardo Dourado: 

Bom, então eu queria também falar sobre a questão do, além desses textos teóricos, que a gente estava comentando agora há pouco, a Hanna Levy também escrevia muito para jornais, ela promoveu jovens artistas como Bruno Giorgi, Burle Marx, e também é dela aquele texto de apresentação de uma famosa exposição, “Arte condenada pelo Terceiro Reich”, na galeria Miécio Askanasy, que ficava aqui no centro do Rio, em 1945. Essa exposição ficou famosa não só por apresentar a moderna arte banida alemã, como também por sofrer um atentado fascista: o expressionista Wilhelm Wöller teve um quadro retalhado a facadas nesta exposição.


Kristina Michahelles: 

Em janeiro de 1948 Hanna e Fritz se mudaram para Nova York, ela conseguiu emprego na prestigiada New School for Social Research, mas o salário mal dava para cobrir as despesas do casal, nessa época ela desenvolveu seu método de formação de adultos, dando explicações sempre das famosas obras originais em diferentes museus.


Leonardo Dourado: 

Nas cartas entre Hanna Levy e Fayga Ostrower há muitas queixas sobre o desinteresse dos alunos americanos, o que obviamente incomodava Hanna, ela resistiu durante oito anos, em 1956 ela e Fritz se decidiram pela terceira imigração, Israel, porém logo após a chegada o marido Fritz morre em decorrência de uma pneumonia contraída ainda na viagem de navio.

Kristina Michahelles: 

Hanna precisou recomeçar, aprendeu hebraico, deu aulas como professora visitante na Technion de Haifa, publicou textos sobre arte moderna no jornal Haaretz, escreveu a crítica de uma exposição de Picasso e Portinari no Museu de Arte Moderna de Haifa.

Leonardo Dourado: 

Mas para a surpresa de seu irmão e amigos que moravam em Israel, Hanna decidiu voltar para os Estados Unidos. A cunhada Lea Levy escreveu para a biógrafa Irene Bellow, abre aspas, “de alguma forma ela responsabilizou Israel e o resfriado que Fritz pegou no navio pelo seu falecimento”. Fecha aspas.
 

Kristina Michahelles: 

De 1961 a 65 ela lecionou na Barn College, no estado de Nova York, e a partir de 65 na Queens College.

Leonardo Dourado: 

Na Queens, Hanna Levy-Deinhard finalmente conquistou uma cátedra vitalícia e a justa  segurança financeira por seu trabalho e dedicação depois de muitos anos. Sua principal obra saiu publicada em 1970: “Significado e expressão rumo a uma sociologia da arte”.

Kristina Michahelles: 

Esse livro foi muito importante, pois significou o reconhecimento da historiadora da arte em seu próprio país, a Alemanha. No final da carreira, Hanna virou cult entre os estudantes e lotava os auditórios com as suas palestras. Em 1978, ela se aposentou e se radicou em Basileia, na Suíça. Ainda deu cursos na faculdade e organizava visitas guiadas de grupos de pessoas a museus. Hanna Levy-Deinhard morreu em 1984, pouco antes de completar 72 anos.


Leonardo Dourado:

Então, antes de terminar, eu queria retomar rapidamente essa questão que hoje em dia está sendo sempre muito discutida sobre a questão de gênero. O fato de ela ser uma mulher no meio de um ambiente masculino, você acha que isso pode de alguma maneira ter prejudicado o trabalho dela?


Adriana Nakamuta: 

Acho que contribuiu, sim. Nós tivemos outros historiadores estrangeiros no SPHAN e que ganharam muito mais visibilidade. Robert Smith, John Bury publicaram livros coordenados por atividades e eles fizeram também atividades visitando cidades históricas. E ela teve um papel superimportante na formação de historiadores da arte, jovens e da formação dos técnicos. É uma mulher num grupo de homens que estão fundando o próprio instituto, que nasce em 1937. Então imagina o quanto isso, uma mulher e uma mulher estrangeira. Então eu vejo muito mais ela em um esforço de tentativa de sobrevivência, de ter um trabalho, de construir redes de relações importantes com aquilo que ela aprendeu e que vem de um legado, ou seja, ela é uma historiadora da arte que o ofício de professora, da docência foi superimportante, mas que não se fortaleceu como uma grande, vamos dizer, uma grande intelectual à frente da fundação do órgão. Ela se fortaleceu de fato como uma pesquisadora importante, intelectual que escreve artigos para o órgão, mas os nomes mais comentados são Rodrigo Melo Franco de Andrade, Lúcio Costa, Mário de Andrade, só mais tarde, por exemplo, Judith Martins, enfim.

Kristina Michahelles: 

E é por isso que a gente faz esse trabalho de reabilitar o legado dessas pessoas, é exatamente isso o nosso objetivo aqui.

Adriana Nakamuta:

E fundamental, eu diria.

Leonardo Dourado: 

E assim chegamos então ao final do episódio sobre Hanna Levy-Deinhard, no podcast Canto dos Exilados, segunda temporada. Agradecemos a participação da historiadora da arte Adriana Nakamuta aqui no estúdio e a nossa pesquisa se apoiou em três obras, a começar pelo Dicionário dos Refugiados do Nazifascismo no Brasil, editado pela Casa Stefan Zweig.

Kristina Michahelles: 

Nós também recorremos ao livro de correspondência entre Fayga Ostrower e Hanna Levy- Deinhard, cartas reveladas entre 1948 e 1979, e a biografia escrita por Irene Bellow.

Leonardo Dourado:

Bom, vale lembrar que nós vamos ter aqui na segunda temporada um programa inteiro sobre Fayga Ostrower, que foi importante exilada que deu contribuições ao Brasil e morou aqui no Rio de Janeiro também. No apoio à produção nós tivemos o João Maurício, as gravações e a parte técnica ficaram a cargo do Estúdio Ipiranga no Rio de Janeiro.

 

Kristina Michahelles: 

A montagem é do Fabiano Araruna e é dele também a trilha sonora. O roteiro a quatro mãos é meu, Kristina Michahelles e do Leonardo Dourado. Ambos fizemos também a apresentação. 

 

Leonardo Dourado:

E no site www.podcastcantodosexilados.com.br é possível ver a transcrição completa de todos os episódios para portadores de deficiência auditiva das duas temporadas. O design do site é da Luana Aguiar. Até a próxima.


Fim do episódio 2 - Hanna Levy-Deinhard
 

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